Megaeventos

Os Donos do Rio

As violações de direitos geradas pelas intervenções na cidade e no estado, responsáveis por uma “gentrificação” deliberada, são demonstrações cabais da falência dos governos como defensores do interesse público, porque estão subordinados aos ditames privados.

por Adriano Belisário, João Roberto Lopes Pinto, Rafael Rezende

O programa Minha Casa Minha Vida - Nova casa, nova vida?

As histórias de Jeane, Luisa e Suely moradoras de comunidades no Recreio, zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, ilustram como estão sendo feitas as remoções no contexto dos megaeventos do Brasil.  As três mulheres foram obrigadas a deixar suas casas e foram reassentadas em unidades habitacionais construídas através do programa do governo federal Minha Casa Minha Vida. 

por Mara Natterer

Vila Autódromo: símbolo de resistência na Cidade Olímpica

Um dos casos emblemáticos de resistência aos processos de remoções no Rio de Janeiro é a Vila Autódromo, uma comunidade na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, que historicamente lutou por sua permanência no local. A comunidade foi uma das únicas a conseguir construir uma proposta técnica alternativa a sua remoção, a partir da parceria com uma equipe multidisciplinar do ETTERN - UFRJ.  

por Giselle Tanaka

Entrevista com o Deputado Federal Jean Wyllys

Em entrevista, o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) responde a perguntas sobre o projeto Gabriela Leite (PL 4.211/2012) e argumenta que “muitas pessoas entram na prostituição por necessidade, como também é fato que muitas entram por vontade própria, porém, o fundamental é que independentemente da motivação, direitos serão reconhecidos e isso é um ganho para todas as pessoas que exercem a prostituição”.

 

por Marilene de Paula

A quem serve a regulamentação da prostituição?

Analistas acreditam que o mercado do sexo será movimentado durante a Copa do Mundo. No Brasil a prostituição não é crime, mas também não é regulamentada como profissão. No momento o projeto de lei 4.211/2012  do deputado Jean Wyllys (PSOL) que propõe a regulamentação dos profissionais do sexo tramita no congresso e vem gerando opiniões polarizadas.

por Nalu Faria

Prostituição na Alemanha é legal

Foi durante o governo de coalisão de verdes e socialistas, que em 2002 a Alemanha aprovou a LProst (Lei de Prostituição), uma legislação que legalizou o trabalho sexual. Antes de 2002, esse trabalho não era ilegal nem proibido: as pessoas que o exerciam tinham que pagar impostos, mas ao mesmo tempo, a atividade era considerada imoral e sem valor jurídico numa disputa entre clientes e profissionais do sexo.

por Veronica Munk

A Copa deve ser sustentável: mas isso, em parte, não passa de retórica

A ideia é que a Copa do Mundo no Brasil seja ambientalmente correta e neutra em carbono. Durante a Copa de 2010 na África do Sul, o então presidente Lula se referiu à realização de uma “Copa do Mundo verde” que deixasse um legado ambiental, além do legadofinanceiro. É o que prevê a Agenda de Sustentabilidade da Copa 2014 elaborada em parceria pelos ministérios dos Esportes e do Meio Ambiente. A sustentabilidade, nesse caso, está sendo traduzida por neutralização do carbono, mas não está sendo dada ênfase especial em benefícios duradouros para a população.

por Julia Ziesche

Copa e Direitos Humanos – Fortaleza, Ceará.

Fortaleza é a capital do estado do Ceará, localizada na região Nordeste do Brasil. Com mais de 2 milhões e 400 mil habitantes, é uma das cidades turísticas mais procuradas do país, e a quinta maior em termos de população. Entre seus principais atrativos estão a orla marítima e o clima quente e ensolarado na maior parte do ano. A desigualdade social, porém, é um fator alarmante, pois, contrastando com os hotéis luxuosos localizados na Praia de Iracema, a periferia sofre com a violação de direitos básicos.  43% da área da cidade, por exemplo, não têm sequer cobertura de esgoto.

por Sheryda Lopes

Reflexão sobre legados das Copas e violações de direitos é tema de publicação

Os preparativos para a realização de mundial da Fifa se dão da mesma forma em países em desenvolvimento e em desenvolvidos? Violações de direitos acontecem da mesma forma nos diferentes países? Essas são algumas perguntas que o livro “Copa para quem e para quê? Um olhar sobre os legados dos mundiais no Brasil, África do Sul e Alemanha” responde.

por Manoela Vianna

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