O hidrogênio verde ganhou novos holofotes a partir da Cúpula do Clima, evento organizado em abril pelo governo americano para debater ações governamentais no combate ao aquecimento global. O combustível surge como um potencial elo de uma transição energética para uma matriz mais sustentável.  Além dos EUA, o plano europeu de recuperação pós-pandemia estabeleceu o desenvolvimento de tecnologia para o uso de hidrogênio para geração de energia como uma de suas prioridades no esforço de neutralização das emissões da União Europeia até 2050.

Mas quais são os caminhos e perigos para esse combustível no Brasil? Quais cuidados são necessários para que o país não se engaje em um processo que possa gerar mais desigualdades e conflitos de acesso a recursos naturais?

O Brasil, com uma matriz energética composta por 80% de fontes renováveis, tem a oportunidade de ser um importante protagonista nessa matéria. Mas será que estamos diante de uma grande mudança no campo da energia? Ou será que se trata de maquiar um modelo que apresenta as mesmas falhas e problemas de tentativas anteriores? Como a sociedade civil tem visto essa proposta?

SAIBA MAIS

ESTUDO

ENTREVISTA

Abertura

  • Marilene de Paula

Coordenadora de Programas e Projetos da Fundação Heinrich Böll, escritório Brasil, na área de Direitos Humanos, e membro do conselho do ITDP. Tem larga experiência em gestão e avaliação de projetos sociais. Atuou em organizações da sociedade civil nas áreas de direitos humanos e promoção da democracia, com enfoque em gênero e relações raciais.

 

Moderação

  • Giovana Girardi

Jornalista com quase 20 anos de experiência na cobertura de meio ambiente e ciência. Atuou nos últimos nove anos como repórter do Estadão nessas áreas, com foco em mudanças climáticas. Foi editora co-fundadora da revista Unesp Ciência, repórter da Folha de S. Paulo, editora assistente da revista Scientific American e editora da revista Galileu. E fellow do Knight Science Journalism, do MIT, entre 2014 e 2015.

 

Participantes

  • Jörg Haas

Chefia a Divisão de Política Internacional da Fundação Heinrich Böll, cobrindo assuntos financeiros e econômicos internacionais e governança global. Já atuou com projetos de florestas tropicais no Equador, entre 1990-92. Foi também diretor do Programa Política Climática Global da Fundação Europeia do Clima, apoiando as negociações climáticas globais com análises técnicas e econômicas e em iniciativas de financiamento climático bilateral após a COP de Copenhague.

  • Emílio Matsumura

Diretor executivo do Instituto E+ Transição Energética desde setembro de 2020. De 2012 até 2020, foi Assessor da Presidência na Empresa de Pesquisa Energética (EPE), tendo, dentre outras atribuições, a coordenação executiva do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) e do Plano Nacional de Energia (PNE) 2050. Ainda na EPE, foi Superintendente-adjunto e Assessor da Superintendência de Estudos Econômicos e Energéticos entre 2006 a 2012.

  • Joilson Costa

Engenheiro Eletricista e Coordenador Executivo da Frente por uma Nova Política Energética para o Brasil, responsável pela campanha Energia para Vida.