Futuros positivos a partir da COP30

O que pode ser construído coletivamente a partir dos debates, eventos e atividades do projeto Futuros Positivos e de parceiros da sociedade civil na COP30? Este é o convite desta página.

Para os Futuros Positivos, a 30ª Conferência do Clima das Nações Unidas, realizada no coração da Amazônia, foi uma oportunidade de reunir, pela primeira vez, muitos dos projetos participantes do Brasil e de outros países onde a Fundação Boell está atuante. Para além da Cúpula oficial dos Chefes de Estado e das negociações fechadas das delegações dos países, na Zona Azul, a COP  foi, principalmente, um espaço para que a sociedade civil se articulasse em rede, trocasse experiências e fortalecesse agendas comuns em espaços como a programação da Universidade Federal do Pará (UFPA), “Ciência e Vozes da Amazônia”, a Cúpula dos Povos, a Zona Verde - espaço oficial da UFCCC para abrigar a sociedade civil e nas diversas casas de instituições que promoveram debates, recepções, celebrações, atos políticos, lançamentos e afins.

Nesse contexto, o Futuros Positivos aprofundou quatro eixos principais: a adaptação das cidades diante da crise climática, os sistemas alimentares possíveis para um futuro sustentável e as articulações latino-americanas na sociedade civil. Além disso, o escritório da Fundação no Rio de Janeiro promoveu um painel, em parceria com o Instituto de Ciências Jurídicas da UFPA e o Goethe-Institut sobre a relação entre humanos e a natureza, genocídio e ecocídio. 

O diferencial desses debates esteve também na diversidade de quem participou: indígenas, pesquisadores, coordenadores de projetos interdisciplinares, brasileiros, indianos e europeus. Apesar das diferentes origens e temas, havia um ponto em comum: os caminhos propostos partiam da escuta dos territórios — que, mesmo distantes entre si, compartilham desafios e produzem respostas com surpreendente sinergia.

Nesta página, você encontra a memória das articulações construídas durante a COP30. Mas atenção: não se trata de uma ponte para o passado. A ideia é que este seja um ponto de partida, um solo fértil para imaginar o que ainda pode emergir dessas conexões.

O que pode ser criado a partir dessas interseções? Este é o convite que fazemos a você.

Memória do evento

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