Podcast Conversas com a Böll debate o Atlas do Plástico

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O Atlas do Plástico é o tema do terceiro episódio do Podcast: "Conversas com a Böll - Olhando para o Futuro". O Atlas (clique aqui para baixá-lo gratuitamente) tem fatos e números que mostram que a história do plástico contada pela indústria é um mito e que a produção e o ritmo de consumo  de plástico no país é uma tragédia ambiental latino-americana anunciada.

O episódio pode ser escutado nos principais agregadores de podcast: Spotify | Google | Apple

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Neste episódio, entrevistamos Rodrigo Agostinho, Coordenador da Frente Ambientalista e Presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, Elisabeth Grimberg, coordenadora de resíduos sólidos do Instituto Pólis, Giovanna Nader, consultora de moda sustentável, e outros especialistas, que debatem políticas públicas e iniciativas privadas que poderiam reduzir esse tsunami de resíduos plásticos que nos atinge.

Fatos e Números Sobre o Mundo dos Polímeros

Apesar do plástico ter sido descoberto no século XIX, a expansão massiva do material aconteceu a partir da descoberta de um produto resídual da indústria petroquímica, já no fim do século XX.  O podcast explica que o que torna o plástico útil é exatamente o que o torna tão ameaçador: ele é um material muito resistente e de difícil degradação. Marcelo Montenegro, coordenador de Programas e Projetos de Justiça Socioambiental da Fundação Böll e um dos organizadores da edição brasileira do Atlas, apresenta alguns dos tópicos abordados pelo Atlas do Plástico. "Ele busca trazer todos os elementos que compõem essa cadeia, desde a produção até a relação do plástico com diferentes setores: fala de turismo, de vestuário, de gênero, e vai até o tema da transição e transformação: o que fazer com esse resíduo plástico?"

Alternativas Ao Plástico: do Micro ao Macro

Falta de ar que vem do mar

O aumento da concentração de lixo nas praias ameaça comunidades litorâneas, pescadores e marisqueiros. Ademais, grandes aglomerações de plásticos flutuantes, também conhecidos por giros, já afetam todos os oceanos no planeta. Eles se formam devido à ação dos ventos, da rotação da Terra e das correntes marítimas. A grande mancha de lixo do Pacífico, por exemplo, se concentra na altura da costa da Califórnia e do Havaí, nos Estados Unidos, e chega até o Japão. Larisse Faroni-Perez, doutora em ecologia e presidente do Instituto Geração Oceano X,  fala sobre esse oceano de plástico. Larisse afirma que o plástico que boia no mar "é a ponta do iceberg. Para ela, o plástico que boia no mar "é a ponta do iceberg, porque os estudos têm demonstrado que 98% do que já chegou no oceano passa para as camadas inferiores e até mesmo para o fundo assoalho oceânico. E esses 98%, até chegar no fundo, ele vai se fragmentando e vai impedindo que a luz solar atinja algas que são produtores, são como se fossem as árvores, só que unicelulares”, explica a especialista. Com essa falta de luz solar, as algas marítimas não conseguem produzir energia e, com isso, começa a faltar oxigênio no mar, mas não apenas: mais da metade do oxigênio que respiramos vem justamente da produção dessas algas no oceano.  

 

Plástico nos alimentos e nas roupas

Além disso, esses microplásticos entram na cadeia alimentar dos animais. E, ao comer os frutos e animais do mar, os seres humanos também ingerem parte desses microplásticos e seus derivados. O plástico está por toda parte: nylon, poliéster, acrílico, etc., materiais utilizados em grande parte da indústria têxtil, representando 15% da produção anual de plásticos do mundo. Giovanna Nader, consultora de moda sustentável e ativista, afirma, no podcast, que é possível produzir roupas biodegradáveis e que há muitas alternativas para este problema.

Políticas para Enfrentar um Tsunami de Plástico

Roteiro e produção: Marina Yamaoka

Edição e criação de som: Victor Oliveira

Locução: Marilene de Paula

Design: Denise Matsumoto

Idealização: Manoela Vianna e Marilene de Paula e Marcelo Montenegro