Democracia e Crime Organizado

Democracia e crime organizado: os poderes fáticos das organizações criminosas e sua relação com o Estado

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O estudo analisa a história dos principais grupos do crime organizado brasileiro, buscando entender como surgiram e conquistaram tanto espaço e poder a ponto de se tornarem uma força de importância real na vida nacional.

Descreve-se como se deu a evolução das facções, que, de pequenos grupos ocultos no interior das prisões, se transformaram em organizações capazes de controlar o comércio internacional de drogas, ameaçar ou matar autoridades e impor o controle territorial em comunidades negras e pobres por todo país. O estudo analisa também o desenvolvimento das milícias, que de antigos grupos de extermínio desembocaram em grupos paramilitares com conexões em diversos níveis da política.

Para analisar como se deu a expansão do crime organizado e qual foi o papel do Estado nesse processo, pesquisadores e jornalistas que acompanham há décadas o cenário do crime organizado se propuseram a contar essa história desde o começo, começando pelo Rio de Janeiro, berço das primeiras facções criminosas modernas e também das milícias, essas formações mais recentes e perigosas, que carregam desde sua origem um grau de imbricamento com o aparelho estatal que as torna especialmente difícil de serem combatidas. Em seguida, vamos a São Paulo, berço do Primeiro Comando da Capital (PCC). Uma investigação da Polícia Civil e do Ministério Público revelou que o PCC tem cerca de 30 mil integrantes “batizados” no Brasil, o que a torna uma das facções mais influente e poderosa do mundo. Tendo um faturamento estimado pela inteligência policial em, no mínimo, R$ 400 milhões por ano. Alguns policiais acreditam que esse número pode chegar a cerca de R$ 800 milhões, o que colocaria o PCC entre as 500 maiores empresas do país. Saindo da região Centro-Sul, avançamos para o Nordeste, debatendo os impactos da expansão do cenário do crime organizado em Pernambuco e Ceará.

Sumário

Introdução: no coração do poder.............................................. 5

1. Rio de Janeiro: pioneiro das facções, berço das milícias..... 9

2. São Paulo: PCC, do Carandiru para o mundo ......................23

3. Pernambuco: o pacto que quase funcionou ..........................48

4. Ceará: das gangues às facções ............................................52

5. Crime organizado hoje: conflito transnacional .......................61

6. Considerações finais ..............................................................71

7. Recomendações ....................................................................74

Referências bibliográficas ..........................................................78

Detalhes da publicação
Editor/a
Fundação Heinrich Böll, Justiça Global e Ponte Jornalismo
Número de páginas
82
Licença
Idioma da publicação
Português
ISBN / DOI
978-85-62669-35-4