Biodiversidade à venda? - Saiba por que o Teeb pode transformar natureza em mercadoria
A ideia parece boa. Atribuir um valor à natureza para que ela seja preservada. Os defensores da proposta afirmam que dar valor não necessariamente significa dar preço. Mas, na prática, para fazer a floresta valer mais em pé que derrubada - ou incorporar ao cálculo econômico o pagamento pelos serviços ambientais e ecossistêmicos - é impossível evitar a questão: quanto vale o trabalho das abelhas (polinização), das árvores (purificação do ar), dos rios, ou ainda a beleza cênica e os valores espirituais atribuídos à natureza ? Quem irá vender e quem irá comprar? Como se estruturará este mercado de ‘ativos’ ambientais? E o principal: quem irá ganhar com isso?
São muitas as questões que envolvem o Teeb – A Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade. Entenda o que está em jogo.
A publicação foi criada a partir do material Pagamento por Serviços Ambientais e Flexibilização do Código Florestal para um Capitalismo “Verde”, publicado pela Terra de Direitos em 2011.