As tecnologias são muitas: verdes, que transformam as sementes e as matrizes animais, tendo os transgênicos como seu exemplo principal; as tecnologias da reprodução humana; as nanotecnologias, que atuam no âmbito do infinitamente pequeno e que abrem um novo patamar científico e tecnológico; e o atual boom atual das neurociências. Todas elas se resumem, no fundo, a fabricar a vida, uma vida sintética.
Ao contrário do que se pode pensar, discutir essas tecnologias não é algo somente para cientistas, uma vez que o debate não se restringe ao campo técnico. Este debate é urgente e necessário para toda a sociedade, pois envolve o futuro do mundo da forma como o entendemos hoje. Ele definirá como a vida passará ser criada, como será a humanidade e em que planeta viveremos. As questões fundamentais envolvidas, muito mais do que técnicas, são de natureza ética e de poder. Qual vai ser o papel do poder público e da sociedade nesta nova ordem?
A biopolítica hoje começa no detalhe, no átomo, na molécula. É a partir deste momento que começa a ser definindo como será o ser vivo que, a partir de agora, passa a ser encarado também como matéria prima. E é aí que entra a lógica do mercado, que passa a ter o domínio sobre aspectos fundamentais da vida, como a nossa alimentação, por exemplo. Assista aos vídeos e se informe melhor sobre os diferentes aspectos da biopolítica.
Reflexões sobre biopolítica
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