Beijing +20: conquistas e desafios das mulheres no Brasil

Beijing +20: conquistas e desafios das mulheres no Brasil

Em 1995, ativistas, representantes de ONGs, líderes políticos e governos se reuniram em Beijing, na China, para participar da IV Conferência Mundial sobre as Mulheres, aquela que seria a maior e mais importante conferência da ONU sobre o tema. A ONU vivia um ciclo virtuoso com várias atividades que tentavam construir uma agenda propositiva para os estados membros, reforçando os direitos das minorias. De lá para cá muita coisa avançou, mas muitas ficaram pelo caminho.

As mulheres brasileiras continuam ganhando menos que os homens para exercerem a mesma atividade, e mais penalizadas são as mulheres negras, que sofrem uma dupla discriminação. A garantia dos direitos sexuais e reprodutivos de forma plena sofre a ação estratégica e direcionada de grupos religiosos fundamentalistas na tentativa de retroceder direitos e barrar, na sociedade e no Congresso brasileiro, leis como a descriminalização do aborto ou o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

O caminho é longo, mas também houve avanços significativos, como a emblemática Lei Maria da Penha, com penas mais graves para aqueles que praticam violência contra as mulheres e fortalecimento da rede de saúde e atendimento à mulher. Programas sociais importantes como o Bolsa-Família e o Minha Casa, Minha Vida priorizam as mulheres no recebimento de recursos.

No contexto de 20 anos após Beijing, o Instituto Gunda Werner – Feminism and Gender Democracy da Fundação Heinrich Böll lançou a publicação online Beijing+20 - women’s rights worldwide – time for implementation once and for all que reúne textos e vídeos em alemão e em inglês sobre a temática, produzidos com a cooperação dos trinta escritórios da Fundação no mundo. Apresentamos aqui a contribuição da equipe do Brasil para este debate. Apesar de o conteúdo ter sido pensando para o público internacional, a publicação também acrescenta análises, reflexões e dados para brasileiras e brasileiros no âmbito da defesa dos direitos das mulheres e da equidade de gênero.

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Em entrevista à Fundação Heinrich Böll, Guacira de Oliveira traça um panorama da atual luta pela garantia dos direitos sexuais e direitos reprodutivos no Brasil, e pondera: "Há uma retração".

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No Brasil, mulheres negras enfrentam uma dupla discriminação: de gênero e de raça. Em artigo, Manoela Vianna conta como três jovens meninas de favela estão transformando essa realidade desigual.

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As mulheres brasileiras têm igualdade na política? Apesar da reeleição em 2014 de uma presidente mulher, Dilma Rousseff, o Brasil está longe da igualdade de gênero.

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Em 1995 aconteceu a mais importante conferência das Nações Unidas sobre a Mulher, em Beijing na China, 20 anos depois algumas conquistas são comemoradas, mas grandes desafios ainda precisam ser vencidos. Neste contexto a Fundação Heinrich Böll convidou quatro mulheres especialistas no tema e de diferentes gerações para que refletissem sobre os avanços na luta pelos direitos das mulheres no Brasil. O resultado é o vídeo: Beijing+20 - Desafios e conquistas das mulheres no Brasil

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Anna-Lena Weigel escreve em artigo como o carnaval pode ser usado como uma ferramenta para denunciar o machismo com humor e sátira, analisando o surgimento, em 2015, do bloco carioca de rua "Bloco das Mulheres Rodadas".

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Cada vez mais, mulheres rurais estão sendo vistas como agentes vitais em resposta às mudanças climáticas, apesar disso, são desproporcionalmente afetadas por essas mudanças.

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No dia 15 de setembro de 2008, o pedido de falência do banco de investimentos Lehman Brothers (Irmãos Lehman) detonou aquela que é conhecida como a maior crise financeira desde o crash de 1929, resultado de um sistema corrupto e fraudulento, marcado por especulação, bolhas e sustentado por sucessivas desregulamentações apoiadas pelos governos.

Dossiê do Instituto Gunda Werner

Dossiê do Instituto Gunda Werner

Links relacionados

  • Empoderando as mulheres - empoderando a humanidade: Imagine! 
    Em comemoração aos 20 anos da IV Conferência sobre as Mulheres em Beijing, a ONU Mulheres lançou uma campanha para estimular a ação e superar os atuais obstáculos. acesse>>
  • Plataforma de Ação de Beijing:
    Leia a Plataforma de Ação da IV Conferência Mundial sobre a Mulher aqui
    [PDF].
    Uma visão geral das 12 áreas prioritárias de ação eleitas pela ONU para promover a igualdade entre homens e mulheres. acesse>>
  • Beijing+20 Brasil
    Relatório brasileiro sobre a implementação da Plataforma de Ação no país. acesse>>
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