Cartografia Social Urbana: impactos do desenvolvimento e da violência institucional na vida das mulheres moradoras do Caju e de Manguinhos/ Rio de Janeiro

Cartografia Social Urbana: impactos do desenvolvimento e da violência institucional na vida das mulheres moradoras do Caju e de Manguinhos/ Rio de Janeiro

22 dezembro 2015
FASE
pdf
Local da publicação: Rio de Janeiro
Data da publicação: 2015
Número de páginas: 36
Licença : CC-BY 3.0
Idioma da publicação : Português
ISBN: 978-85-86471-83-4

Esta publicação é o resultado do trabalho de moradores dos Complexos de Favelas do Caju e de Manguinhos, de educadoras populares, militantes e pesquisadoras de organizações acadêmicas e de defesa dos direitos humanos que se reuniram ao longo de 2014 para debater, analisar e buscar meios de combater a violência institucional cometida conta as mulheres.

Nós, envolvidas na mobilização para produzir conhecimento e fortalecer a luta, como vocês poderão conferir na leitura, alimentamos nossas práticas com uma análise crítica da realidade, contribuindo com a organização daquelas que têm seus direitos violados. Com esses princípios comuns, desenvolvemos um processo coletivo de diálogo, análise e escuta, a partir da aplicação da metodologia da autocartografia, com destaque às narrativas e percepções das mulheres que moram nesses locais de conflito e sofrem diferentes formas de violações de direitos.

Os objetivos desta publicação são ao menos dois: aproximar leitoras e leitores dessa experiência que mobilizou mulheres com perspectivas, vidas e saberes tão distintos, mas que olham para a mesma questão – a luta pela garantia de direitos; e estimular outras mulheres, que passam por situa- ções semelhantes, a se mobilizarem, a difundirem criticamente suas vivências e se juntarem para reverter opressões.

O nosso esforço é o de tentar descrever como foi a elaboração da autocartografia, a dinâmica das oficinas, os conteúdos expostos, as falas, os principais conflitos, a dor e a violência que resultam dessa forma de produ- ção das cidades, que tem eliminado o interesse público para dar lugar aos interesses privados de grupos econômicos.

Vale ressaltar o quanto é desafiador abarcar sentimentos, reflexões e narrativas, expostas durante as atividades da autocartografia, de pessoas de diferentes espacialidades e visões de mundo, mas que se indignam pelas mesmas questões. Há o olhar daquelas que vivem nas favelas e sofrem no corpo e na alma as marcas da violência institucional. E há o olhar daquelas que não moram em favelas, mas que também se deparam com a violência institucional no cotidiano ou como pesquisadoras e militantes defensoras dos direitos humanos. São perspectivas que se cruzam e se complementam para dar força à mobilização contra a violência que se expressa muitas vezes tragicamente nos territórios, sobre as nossas vidas e na vida de tantas outras mulheres.

Uma boa leitura e que ela possa suscitar boas reflexões, novas lutas e muitas vitórias!

 

 

7 Comments

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Mariana Medeiros

Importante publicação. Gostaria de saber se há uma versão em inglês para enviar para colegas indianos que trabalham com o tema.

manoelav

Olá, Mariana. 

Muito obrigada pelo interesse. Infelizmente, não temos uma versão em inglês dessa publicação. Caso haja alguma produção nesse sentido, entraremos em contato. 

Fraternalmente.

Manoela Vianna

Assessora de comunicação da Fundação Heinrich Böll

adriana medeiro...

Ótimo!Como posso adquirir esse material?grata,adriana medeiros.

adriana medeiro...

Ótimo!Como posso adquirir esse material?grata,adriana medeiros.

Ney Fontes

Bom Dia,
Para adquirir a versão impressa como procedo?
Obrigado,
Cordialmente,
Ney.