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Cidade de Exceção: reflexões a partir do Rio de Janeiro

Outdoor da prefeitura do Rio de Janeiro em comemoração à escolha da cidade como sede dos Jogos Olímpicos de 2016 Foto: Jorge Brazil CC BY 2.0

August 10, 2011
Por Carlos Vainer, professor titular do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro
A escolha da cidade do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas expressa também a consolidação de uma nova coalizão de poder local, que embora submetida a dissidências, inaugurou-se e conformou-se sob a égide do prefeito Cesar Maia. Momento simbólico, senão fundador, desta concepção certamente foi a elaboração do Plano Estratégico da Cidade do Rio de Janeiro, levada a cabo em 1993 e 1994.

Argumenta-se que as formas de poder na cidade estão sendo redefinidas, conduzindo à instauração da cidade de exceção, que não seria senão a afirmação, sem mediações, da democracia direta do capital. A construção desta hipótese decorre de uma releitura dos princípios e diretrizes do chamado planejamento estratégico urbano, ilustrados a partir do caso do Rio de Janeiro, à luz de teorias sobre o estado de exceção, a partir sobretudo de Poulantzas e Agamben.


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