Campanha Energia para a Vida

Campanha Energia para a Vida

Campanha Energia pela vida quer que sociedade discuta a política energética do País
Campanha Energia pela vida quer que sociedade discuta a política energética do País — Créditos da imagem

Entidades e movimentos pastorais e sociais presentes ao Fórum Social Temático Energia para quê, para quem e como? debateram a política energética brasileira que irá prever a demanda de energia e promover iniciativas que garantam a produção necessária para todas as regiões do país.

Atualmente temos uma caixa preta: os planos de expansão são decididos por poucas pessoas, integrantes do Conselho Nacional de Política Energética.

Deveriam fazer parte deste conselho dois representantes da sociedade civil, mas há tempo essas cadeiras estão vazias. Permanecem apenas funcionários do governo federal, sob a coordenação do Ministério de Minas e Energia. Composição que deixa no ar a seguinte questão: quem é consultado no processo de tomada de decisões?

A Empresa de Planejamento Energético (EPE) tem projetado a necessidade permanente de aumentar a geração de energia, tendo como base a previsão de crescimento da economia e, como referência, o Produto Interno Bruto.

Para as próximas décadas, por exemplo, essa expansão deverá ser de cerca de 5% ao ano. Como o crescimento da economia tem sido menor do que o previsto, o planejamento energético tornou-se claramente mercantilizado: seu objetivo real é garantir energia em quantidade para as grandes empresas, de modo particular as que são eletrointensivas, como as de mineração e industrialização de minérios.

Essa realidade suscita a Campanha Energia para a Vida, com duas metas: exigir a democratização das decisões sobre a política energética, ampliando e garantindo a participação da sociedade civil; e desencadear um processo de revisão dos critérios para definir a real demanda de energia no país.

A Frente por uma Nova Política Energética considera um erro manter prioritariamente a produção através de grandes usinas hidrelétricas, termelétricas e nucleares, sem levar em conta os conflitos e desastres socioambientais que provocam.

No Brasil, o sol, os ventos e a biomassa só entram como fontes secundárias e pouco valorizadas, quando não desprezadas, como é o caso da energia solar.

Diante disso, a Campanha Energia para a Vida tem como objetivo central levar informações à população sobre a atual política energética e mobilizá-la em favor de sua transformação. Os raios do sol são intensos em todo o território nacional e devem ser assumidos como a fonte prioritária, complementada pelos ventos e pela transformação da biomassa em biogás.

Além disso, em vez de continuar com o sistema centralizado de produção, a nova política energética deverá implementar um sistema descentralizado, com participação das comunidades, interligado com o que já está sendo produzido de energia.

Visite www.energiaparavida.org para conhecer e promover a campanha.

Artigo publicado originalmente no site "Gente de Opinião".

Conteúdo relacionado

  • A Energia Eólica no litoral do NE no Brasil

    É reconhecido o papel importante que a energia eólica tem a desempenhar na matriz energética brasileira enquanto alternativa às fontes de energia fóssil e atômica, mas o modo de implementação dos projetos vem gerando diversos conflitos com populações afetadas indicando casos de injustiça ambiental. 

    por Alice Nataraja Garcia Santos
  • Por uma nova política energética no Brasil

    Diferentes organizações da sociedade civil reuniram-se no “Seminário por uma nova política energética no Brasil”, realizado em Brasília. O encontro promovido pelo Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social com apoio da Fundação Heinrich Böll. buscou fortalecer a articulação entre as entidades e movimentos que atuam em favor de fontes de energia renováveis e que são contra a construção de novas hidrelétricas e ao uso de energia nuclear.

    Publicamos também dois documentos resultados do seminário: a “Carta Aberta ao Presidente da Caixa" e “Mensagem à sociedade brasileira,” além do artigo “Por uma nova política energética” de Heitor Scalambrini Costa, professor da Universidade Federal de Pernambuco. O autor afirma que os especialistas da área energética do governo federal têm tomado decisões que estão na “contramão da história”.

0 Comments

Adicione

Adicione