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O reverso da medalha: Megaeventos no Brasil e o direito à cidade

Quem critica os megaeventos esportivos pode até ser visto como estraga-prazeres. Porém, é possível gostar do esporte profissional e, ao mesmo tempo, ser crítico em relação aos atuais megaeventos. A experiência brasileira com a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e as Olimpíadas de 2016 explica os motivos.  

por Dawid Bartelt

Uma Vila que existe porque resiste e insiste

O caso da Vila Autódromo é um tema que em nada reflete o espírito olímpico e que ganha cada vez mais espaço na cobertura mundial dos jogos de 2016, que acontecem daqui a quatro meses no Rio de Janeiro. Apenas chegar à Vila já é considerado um desafio. O acesso a comunidade, que fica em Jacarepaguá, zona Oeste do Rio, está camuflado entre canteiros de obras e é preciso praticamente inventar um caminho para avistar a placa que dá as boas-vindas à comunidade. 

por Manoela Vianna

Vila autódromo: moradores reivindicam urbanização com plano popular

A comunidade Vila Autódromo promove o lançamento da versão atual do Plano Popular de Urbanização, feito em parceria com as Universidades UFF e UFRJ, com apoio da Fundação Heinrich Böll, entre outras organizações. Foram convidados oficialmente o Prefeito Eduardo Paes, o Governador Luiz Fernando Pezão, e a Presidente Dilma Roussef.

por Manoela Vianna

Editora Mórula responde prefeito do Rio

A administração de Eduardo Paes é campeã no número de remoções compulsórias na história do Rio de Janeiro, na frente dos governos de Pereira Passos (1902-1906) e Carlos Lacerda (1960-1965), de acordo com informações do livro SMH2016, publicado pela editora Mórula com apoio da Fundação Heinrich Böll. Apesar das notórias violações de direitos apontadas pelo livro, relatos de vítimas e outras pesquisas, a publicação foi qualificada pelo prefeito como “conjunto de asneiras," durante uma sabatina realizada pela Folha de São Paulo e UOL.

por Manoela Vianna

Remoções: a resistência vem dos moradores

A Fundação Heinrich Böll Brasil entrevistou Antonieta Rodrigues: engajada na luta contra as remoções e as injustiças decorrentes das mesmas, Antonieta perdeu sua casa, mas permaneceu no mesmo bairro, recusando a proposta da prefeitura de ocupar uma unidade do Programa Minha Casa Minha Vida em Vila Cosmos, a 60 km de distância de sua antiga residência. 

por Manoela Vianna

Megaeventos e Violações dos Direitos Humanos no Rio de Janeiro – Dossiê do Comitê Popular da Copa e Olimpíadas do Rio de Janeiro

A partir da escolha do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016, a prefeitura da cidade, setores da mídia, políticos e especialistas começaram a afirmar que os jogos serão oportunidades para trazer investimentos para a cidade e assim enfrentar problemas de mobilidade urbana, recuperação de áreas abandonadas para a construção de habitações, fomento do turismo e do comércio. Mas o que se constata no “Dossiê Megaeventos e Violações de Direitos Humanos no Rio de Janeiro” é que as Olimpíadas e a Copa de 2014 estão sendo usadas como justificativa para a propagação do desrespeito aos direitos humanos e, em especial, o direito à cidade.

A publicação, produzida pelo Comitê Popular Copa e Olimpíadas Rio, com apoio do Fundo Brasil de Direitos Humanos e da Fundação Heinrich Böll, foi lançada em um evento no dia 14 de maio, no Rio, e está disponível aqui.O dossiê é dividido em oito temáticas: moradia, mobilidade, trabalho, esporte, meio ambiente, segurança pública, informação e participação e orçamento e finanças.

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por Manoela Vianna

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