Megaeventos

Sem teto do esporte

Uma centena de atletas, treinadores e ativistas se reuniu cedo na frente do Maracanã no Rio de Janeiro para uma corrida improvisada de duas voltas ao redor da instalação esportiva. Entre eles, alguns dos atletas mais bem-sucedidos do Brasil, que se preparam para os Jogos Olímpicos de 2016. Eles se autodesignam “sem-teto do atletismo”, já que na futura cidade-sede olímpica não há lugar adequado para treinar. A corrida matinal do sem-teto do atletismo é uma das várias formas criativas de ação com que os brasileiros tentam chamar a atenção para as péssimas condições no período que antecede os megaeventos esportivos.

por Andreas Behn

Copa para quem? Gastos da Copa do Mundo 2014

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A Copa do Mundo da Fifa no Brasil será a mais cara da história. A previsão inicial de R$ 10 bilhões mais que dobrou e até agora chega a cerca de R$ 25 bilhões, podendo aumentar ainda mais, pois várias das obras ainda não foram finalizadas. Propalada pelo governo brasileiro e pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) como aquela que seria a Copa da iniciativa privada, apenas 20% dos recursos estão sendo cobertos por empresas privadas.

Recife foge de protestos e pode ver a Copa passar ao longe

Na praia de Boa Viagem, até hoje a mais turística do Recife, placas alertam os banhistas sobre o perigo de ataques de tubarões. Problema recente, até o início da década de 1990 os banhistas podiam tomar banho de mar tranquilamente ali, mas a degradação dos ecossistemas costeiros e outras alterações ambientais ocorridas especialmente após a construção do Porto de Suape, ao Sul da capital pernambucana, causaram uma reação que já vitimou mais de 59 pessoas desde 1992.

por Eduardo Amorim

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