Baía de Guanabara

O reverso da medalha: Megaeventos no Brasil e o direito à cidade

Quem critica os megaeventos esportivos pode até ser visto como estraga-prazeres. Porém, é possível gostar do esporte profissional e, ao mesmo tempo, ser crítico em relação aos atuais megaeventos. A experiência brasileira com a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e as Olimpíadas de 2016 explica os motivos.  

por Dawid Bartelt

Baía de Guanabara: Descaso e Resistência

Para discutir a situação da Baía de Guanabara, cartão-postal e local das regatas dos Jogos Olímpicos de 2016, o jornalista Emanuel Alencar buscou referências em mais de 30 publicações, entre textos, reportagens e artigos científicos, e em uma dezena de entrevistas de pesquisadores, ativistas ambientais, pescadores, gestores e servidores públicos. O resultado é um livro rico em dados, mapas e informações que demonstram que os Jogos Olímpicos passaram sem deixar aquele que seria seu principal legado a despoluição da Baía de Guanabara.

Por uma baía viva - movimento quer mais transparência e garantia dos direitos das populações do entorno da Baía de Guanabara

A maior parte dos cariocas que nasceu nos anos 80 passou a vida escutando promessas sobre a despoluição da Baía de Guanabara. Vieram as propostas dos Japoneses, investimentos do Banco Interamericano de Desenvolvimento, projetos que já custaram mais de US$ 1 bilhão, segundo o G1. Tudo isso sempre gerou esperanças de salvar o espelho d água, principalmente aquele que abriga o Pão de Açúcar e Niterói. Mas a beleza da Baía e os ciclos de promessas contrastam com a pouca visibilidade de todas as outras questões relacionadas com as populações do entorno da segunda maior enseada do Brasil.

por Manoela Vianna

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