Família na Amazônia Foto: Daniel Zanini H. CC BY 2.0

A Fundação trabalha com dois eixos programáticos:

1. Na área de Direitos Humanos, atuamos junto com nossos parceiros buscando fortalecer uma política de segurança cidadã, que respeite os direitos dos moradores de comunidades populares e ponha fim à impunidade e à brutalidade policial. Apoiamos o monitoramento e debate das políticas de segurança pública implementadas no Rio de Janeiro, como a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) e o combate às milícias.  Apoiamos também denúncias de casos exemplares ao sistema de proteção aos direitos humanos da ONU, decorrentes dos conflitos pela terra na região amazônica, nos quais lideranças comunitárias e indivíduos tiveram seus direitos atingidos.

O direito à cidade também é foco do nosso trabalho, a partir dos debates sobre as intervenções urbanísticas para a realização dos mega-eventos esportivos na cidade do Rio de Janeiro e outras capitais brasileiras. Apoiamos movimentos sociais e instituições empenhados na construção de cidades sustentáveis e justas, através do monitoramento das políticas nessa área, da denúncia em nível nacional e internacional de violações de direitos e do intercâmbio de boas práticas.

Temos promovido também iniciativas de controle social do orçamento público e de acompanhamento da pauta parlamentar nas questões de gênero em sua interseção com raça, como estratégia de consolidação da democracia.

2. Dentro do eixo de Sustentabilidade, nos empenhamos na defesa de um modelo de desenvolvimento sustentável digno desse nome, ou seja, um modelo que integre a preservação da natureza para as futuras gerações e políticas de justiça social e ambiental. Nesta perspectiva, os enfoques do nosso trabalho são as mudanças climáticas, o modelo energético, a biodiversidade e o debate sobre novas formas de produção e consumo.

Através de nossas parcerias, o foco regional tem sido a Amazônia. A região vive o renascimento de megaprojetos de infraestrutura dentro de uma política neo-extrativista com fortes impactos sócio-ambientais. Ao mesmo tempo, a Amazônia é um território chave na discussão de REDD e outras iniciativas para inserção da floresta no emergente mercado de carbono. Acompanhamos de forma crítica estes e outros caminhos da política de mudanças climáticas e a convergência desta com a política de biodiversidade sob o signo do “capital natural”. Além do aumento significativo de hidrelétricas nessa região, a retomada do programa nuclear, com seus altíssimos custos e riscos, demonstra a necessidade de discutir um modelo energético alternativo para o Brasil. Nesse sentido, apoiamos estudos e intercâmbio de pesquisadores e entidades, o monitoramento das políticas ambientais na região amazônica, o fortalecimento da sociedade civil etc.

Onde

A atuação da Fundação Heinrich Böll se dá em nível regional, nacional e internacional. Um objetivo prioritário é o fomento dos diálogos Norte-Sul e Sul-Sul, sempre objetivando valores como igualdade e promoção social, igualdade de gêneros e o respeito aos direitos humanos, além da defesa do meio ambiente.

 

 

Estudo: milícias no Rio de Janeiro
Destaques

“Religião e Política - uma análise da atuação de parlamentares evangélicos sobre direitos das mulheres e de LGBTs no Brasil” – lançado no Rio

“Sou mãe, lésbica, classe média e [o pastor Marcos] Feliciano não me representa, mas representa 220.000 pessoas que votaram nele, e eu estou esgotada.” A fala da ativista feminista Jandira Queiroz foi feita durante o lançamento do livro “Religião e Política uma análise da atuação de parlamentares evangélicos sobre direitos das mulheres e de LGBTs no Brasil”, do ISER (Instituto de Estudos da Religião) e apoiado pela Fundação Heinrich Böll. O evento reuniu 120 pessoas, na sede do ISER, no Rio de Janeiro, que discutiram a participação do campo religioso na política, em especial dos evangélicos.

Publicação:“Copa 2014 – o que as mulheres têm a ver com isso?”

O informativo busca alertar a população, e especialmente as mulheres, sobre os impactos e violações de direitos relacionados à Copa do Mundo e das Confederações. Apesar do entusiasmo que envolve a realização da Copa do Mundo em 2014, a organização do evento pode trazer violações de direitos humanos, especialmente às mulheres. Acesse a versão eletrônica da publicação.


Informações
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